sábado, 31 de maio de 2008

(Des)ilusões

(este post tem trilha sonora: http://www.todotango.com/audio/wax/1893.wax)

A juventude tem uma estranha obsessão pela maturidade. A minha pelo menos teve. Lembro-me de como me achava o máximo quando me diziam que eu tinha uma “alma velha”. Construí, a meu redor, a aura de responsável, de sábio, de equilibrado. Pura ilusão.

À medida que o tempo ia passando, a vida parecia ficar mais séria e adulta. Faculdade, estágio, namoro, diploma, exame da Ordem, interpretação simultânea e concurso público: meu processo de construção de uma pessoa respeitável parecia ir de vento em popa. Há muito já sabia dar nó em gravata; e três nós diferentes! Não é pouca porcaria não! É muita!

O problema é que, a partir daí, essa ilusão começa a te dominar, e você começa a crer que é, de fato, isso tudo aí. É impressionante como essa imagem auto-construída de si mesmo te inebria. Aos poucos, você começa a evitar situações que vê como “embaraçosas” e que não condizem com sua auto-imagem de fodão: no meu caso, por exemplo, odiava quando minha mãe me tratava como criança (mães parecem que têm tendência a fazer isso). Sempre que isso acontecia (e acontecia freqüentemente), era como se um pedaço da minha ilusão desmoronasse, e eu era obrigado a reconstruir tudo de novo.

Mas, apesar disso, a construção de mim mesmo parecia sempre seguir seu rumo direitnho. Ela acabaria por levar-me a Brasília e, de lá, a Nova Délhi. Morando sozinho, salário fixo, status, usando terno todos os dias, o adulto em mim parecia estar feito. Singro pelas ruas da cidade em carro oficial, com pinta de que sou importante.

A desconstrução, no entanto, tarda, mas não falha. Um belo dia, entrando na Embaixada, a recepcionista me chamou: “Mr. Werneck, correio do Brasil para o senhor”. O que será? Deve ser algum material de divulgação, algum documento de Brasília. Uma caixa grande, polpuda. Meu ego vai às alturas: “deve ser algo muito importante!” Abro afobado o pacote, sem ver o remetente.

Toda a minha ilusão desce por água abaixo em questão de segundos. A encomenda era da minha mãe. A 10 mil quilômetros de distância, ela resolve me mandar por correio um pijama, porque “o preço estava bom, e a malha era boa”. O pijama via embalado num saquinho plástico “para não amarrotar”.

É o fim. Como negar agora o que me disse a esposa de um colega, que me perguntou se eu era filho único, pois eu “tinha uma carinha de ‘socorro, mamãe’”? Como manter minha imagem de fodão independente?

Desço os degraus da Embaixada cabisbaixo, segurando envergonhadamente um pijama azul nas mãos. Quem passava, perguntava o que era. O que dizer? Enrique Cadícamo, grande lestrista de tango, estava certo: “las mujeres siempre son las que matan la ilusión”.


PS: Em resposta aos muitos comentários que recebi, quero dizer, em primeiro lugar, obrigado mãe pelo pijama (a malha, de fato, é boa); e, em segundo lugar, que este post não é anti-mamãe, mas anti-imagem-inflada-que-fazemos-de-nós-mesmos. Apenas reconheço que é importante sabermos rir do nosso ego e que mães podem nos ajudar a fazer isso.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mulheres de Puri


Cecília Meireles foi, talvez, a primeira poetisa brasileira a vir à Índia e deixar este país inspirar sua poesia. O poema que trascrevi abaixo tem estado bastante presente no meu trabalho recentemente, de forma que creio valer a pena registrá-lo em meu blog para que não se perca numa gaveta qualquer.

***

Mulheres de Puri

Quando as estradas ficarem prontas,
mulheres de Puri
alguém se lembrará de vossos vultos azuis
entre os templos e o mar.


Alguém se lembrará de vosso corpo agachado,
deusas negras de castos peitos nus,
de vossas delgadas mãos a amontoarem pedras
para a construção dos caminhos.

Quando as estradas ficarem prontas,
mulheres de Puri,
alguém se lembrará que está passeando sobre a sombra
de vossos calmos vultos azuis e negros.

Alguém se lembrará de vossos pés diligentes,
com pulseiras de prata clara.
Alguém amará, por vossa causa, o chão de pedra.

E vossos netos falarão de vós,
mulheres de Puri,
como de ídolos complacentes,
benfeitores e anônimos,

e entre os ídolos ficareis, inacreditáveis,
mudas, negras e azuis.

(Cecília Meireles)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Dhāraṇā


Lua cheia. Silêncio no ar. Na noite escura, apenas os deuses e deusas se destacam: Annapurna, sileciosamente nutrindo-nos; Ganesha, eternamente sentado em abhaya mudra1; Durga, perpetuamente abençoando-nos com seus oito braços.

Pelo caminho, árvores de todos os tipos arraigadas a seus pedaços de jardim. Algumas plantadas há mais de 30 anos. Meditam perseverantemente, sem importar-se com insetos ou mau tempo. Ainda hoje frutificam e alimentam. Árvores que conheceram as bênçãos de grandes seres.

São muitos os tipos de caminho: terra, grama, flores, pedra, cascalho, cimento ou mármore. Metáforas de que, apesar de plural, a estrada é uma só e leva ao mesmo lugar, por vias diferentes. Ensinamentos a cada passo: entalhados em paredes, em mármore, em pedras; escritos nos livros da biblioteca, afixados em murais. É impossível esquecer o mais elevado.

Tudo leva ao coração. Portões de ferro entreabertos revelam um jardim de mármore e mangueiras. Em pé, um ser da cor de Krishna
2, com olhar benevolente, encapuzado por uma gigantesca cobra, lembra-nos, apontando para cima, da grandiosidade do Absoluto. Sentado, um senhor de porte digno e nobre convoca o respeito e o amor interiores. Darshan3.

O caminho leva, por fim, a portas de madeira. Atrás delas, jaz o grande ser. Ao atravessá-las, o silêncio intensifica-se, e a lua parece que fica mais cheia e entra dentro de você. Entregue-se. Reverencie. Sente-se, feche os olhos. Respire. Deixe-se levar; não se segure.
So'ham4. Tudo está dentro de você.

Atha dhyanam
5.


A palavra “dhāranā” pode ser traduzida por “concetração” ou “foco”. É o primeiro passo da meditação, no qual aquilo em que a mente deverá concentrar-se é serenamente mantido na consciência, de maneira que auxilie a passagem para um estágio mais profundo de meditação.

1 - Um mudra é um gesto ritual ou simbólico, típico do Hinduísmo e do Budismo. O Abhaya mudrā ("mudrā do destemor”) representa proteção, paz, benevolência e, claro, destemor.

2 -
Em sânscrito, a palavra “krishna” literalmente significa “negro”, “escuro” ou “azul-escuro” e é comumente usada para descrever alguém de pele escura.

3 - Darshan é um termo em sânscrito que significa “ter a visão de”, aparição, vislumbre. É mais comumente usado no sentio de “vislumbres do divino”.

4 - So'ham = "eu sou Isso".

5 - Atha dhyanam significa "agora, meditação", em sânscrito.


sexta-feira, 16 de maio de 2008

Fuscão preto

“Eu preciso de um carro com ar-condicionado. Eu preciso de um carro com ar-condicionado. Eu preciso de um carro com ar-condicionado.” Esse tem sido o meu mantra desde que o verão começou em Délhi.

Tal como Dorothy e o seu “I wanna go home”, tentei bater três vezes os saltos dos meus sapatos para ver se aparecia um furacão para realizar o meu desejo. Mas nada aconteceu. Pelo visto, eu mesmo teria de fazer acontecer. Que preguiça (esse calor dá uma preguiça...).

Todos os dias é a mesma coisa. A porta do hotel se abre como a boca de um dragão. Lá fora, um táxi sem ar-condicionado me espera. Andar num desses carros com a janela aberta e o vento na cara é uma experiência parecida com enfiar a cabeça num forno. Lá vou eu de novo cozinhar em fogo brando até a Embaixada. Estou vendo a hora em que o taxista, em vez de querer saber aonde vou, simplesmente perguntará: “mal-passado, ao ponto ou bem passado?” Ainda bem que a Embaixada fica só a 5 minutos do hotel...

A razão por que essa situação se prolonga há tanto tempo é que eu só consigo decidir alguma coisa depois de estudar todas as opções. Comprar um carro novo ou usado? Alugar um carro por um mês ou dois anos? Que carro comprar ou alugar? Quando as dúvidas são muitas, sigo sempre o método de D. João VI e não decido nada. Gosto de seguir as tradições, sabe.

Mas há limite para tudo. Depois de muita contemplação, resolvo comprar um carro e, enquanto ele não chega, alugar um outro qualquer. Decisão salomônica. Eu disse que gostava de seguir as tradições.

O pessoal da Embaixada sabe de um mecânico que aluga carros. Um certo Mr. William, que de inglês só tem mesmo o nome. Peço que liguem para ele. O carro, um Corsa sedan com ar-condicionado, deverá finalmente estar à minha disposição a partir de segunda-feira. Graças a Deus...

Passo o fim de semana sem me importar com o calor. Quase como se estivesse aproveitando os últimos dias em que Agni*, o deus do fogo, me chamuscaria com suas labaredas. Ele ia ver só com o meu novo carro com ar-condicionado... Ah, ia! Quem ri por último ri melhor.

Segunda-feira chego cedo na Embaixada. Cadê o meu Corsa sedan? Não sei, mas sei que lá não estava. Só consigo ligar para o Mr. William à tarde. Ele esclarece que não mandou o carro, pois não conseguiu encontrar um
motorista. Podia pelo menos ter ligado para avisar, né? Mas os indianos não têm esse hábito. Esforço-me para encontrar um motorista; e consigo um. Mr. William, por favor, entregue o carro aqui amanhã, às 14h. Obrigado.

Na tarde do dia seguinte, meu novo motorista, Mr. Francis, um senhor de cabelos brancos e (poucos) dentes pretos, estava lá. Mas e o carro? Neca de pitibiriba. Esse Mr. William deve estar de brincadeira comigo. Ligo para ele furioso. Falo o inglês mais quebrado possível, para tentar estabelecer algum tipo de comunicação.

- “Mr. William! Here from Brazil Embassy. Where’s car? Car?”
- “Hello, sir? Hello? Car? No car, sir. Accident! Accident!”.

Ocupado na oficina, o sujeito mandou a mulher trazer o carro até a Embaixada. Não precisou dizer mais nada...

Ria, Agni, ria.

Táxis, aqui vou eu de novo.


*Curiosidade: o nome "Agni" e o a palavra latina "ignis" (=fogo) têm, comprovadamente, semelhanças etimológicas. Prova de que o sânscrito e o latim são, de fato, línguas irmãs.


sábado, 10 de maio de 2008

The life and Times of India


O dia começa com o jornal na porta, infalivelmente dobrando dentro de uma sacola de palha, pendurada na maçaneta. The Times of India. Meu companheiro de café-da-manhã.

Nossa conversa divide-se em quatro partes.

Primeiro ele me fala da cidade. “Garota de 7 anos estuprada por policial enquanto esperava o ônibus da escola”. “Mulher de 21 anos suicida-se por conta de disputa sobre dote”. “Mulher é currada por cunhado e seus amigos .” “A prática abominável do infanticídio de mulheres”.

Arregalo os olhos. Como assim, meu Deus? A primeira reação é a de descrença... Leio de novo. Nunca poderia imaginar que esse fosse o fruto do gigantesco tabu sexual da Índia. Chego à conclusão de que o assunto aqui é tão proibitivo, que certos homens só conseguem imaginar-se conquistando-o à força. E a mulher? Não interessa. Esteja na idade que estiver. Triste.

Que loucura tudo
isso . Esse então é espírito de Délhi, onde as pessoas não se importam muito com o próximo? Penso no trânsito, onde os motoristas parecem trafegar sozinhos (só o acidente revela a existência do outro!). Penso nos motoristas de táxi, sempre tentando te passar a perna. Pausa. Silêncio contemplativo. Sim, a existência do indivíduo aqui é algo a ser conquistado diariamente, com força bruta ou voz alta. Que mundo cão...

Atordoado, peço a meu companheiro de papel que me fale em seguida das fofocas (preciso de algo mais leve para desfazer as emoções das primeiras notícias). “Mallika Sherawat processada em Chennai por ir a evento de minissaia”. “Será que o namoro de Karina Kapur com Saif Ali Khan vai vingar?” “Akshay Kumar e Prity Zeinta juntos em jogo de críquete”. De vez em quando, ele também me fala das fofocas sobre o casamento da Giselle Bündchen.

Quanta futilidade, meu Deus; quanta agitação. Parece que nada daquilo que discutimos de início importa. É outro mundo. Passamos à Índia que se quer ocidental; à Índia de Bollywood. Revela-se a outra parte do espírito de Délhi: a futilidade e o escárnio da elite. Para a burguesia local, tudo que lhe é exógeno parece e fede a cães sujos.

A confusão mental gerada por esse par de opostos faz-me perder a paciência para conversas mais prolongadas. Vamos, meu caro. Resuma logo para mim as notícias sobre política (sei que você nunca tem muito o que sobre isso mesmo), sobre o trânsito (sempre caótico) e sobre a eterna discussão se cheerleaders com trajes exíguos (para os padrões locais, claro) deveriam animar ou não os jogos de críquete. Rápido que já estou sem saco e com dor de cabeça. Uff!

Tomo um último gole de café ralo. Respiro. Ainda há um resto de energia para ver os esportes. Parla! Mas ele me vem com aquela lenga-lenga de sempre: críquete, críquete e mais críquete. Uma notinha sobre futebol aqui; outra sobre Fórmula 1 ali. A presença eterna da matéria sobre um tapa que o jogador de críquete deu no outro. Todos os dias é a mesma coisa. Valha-me Deus...

Desiludido, procuro algo que me faça sentir melhor. Será assim a Índia: um conglomerado de estupros, pudores, fofocas, alguma política e críquete? Em grande parte sim, talvez. Mas deve haver algo mais, não é possível!

Analiso o jornal com cuidado. Perdida entre os editoriais, sem chamar nenhuma atenção, esconde-se a coluna sobre espiritualidade. “O poder do alfabeto de expandir-nos ou limitar-nos”, escreve o grande Swami Muktananda. “A meditação não precisa nem de foco nem de concentração”, argumenta o controverso J. Krishnamurti. Aqui opinam também Vivekananda, Yogananda etc.

Que tremendo paradoxo! Em meio às formas mais cruas das brutalidades e inutilidades do mundo, encontra-se a mais refinada filosofia espiritual. Como um raio de sol que rompe as nuvens negras da chuva, as palavras dos sábios indianos remetem-nos de volta ao transcendental.

De repente, dou-me conta de algo incrível: a espiritualidade pela qual a Índia é conhecida subsiste aqui de forma tão forte, precisamente porque a realidade é tão crua, quase bárbara. Ela esconde-se em meio a tudo isso, devendo ser buscada com zêlo, como a coluna no jornal. É essa espiritualidade que torna sustentável os paradoxos e incongruências da Índia.

Volto aliviado para o quarto. Sinto-me como se tivesse decifrado o enigma... Venha, Índia, venha. Vá em frente e teste minha paciência, meus pudores. Force meus limites. Desconstrua-me e faça-me de novo. Já entendi que essa é a sua maneira de ensinar.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Jor Bagh 2 - a vingança


Acreditem se quiser, mas o velhinho dono do 215 Jor Bagh (cf. post abaixo) resolveu me processar!

Isso mesmo: hoje eu recebi um recado na Embaixada para comparecer, à tarde, na Advocate Supreme Court of India!

E eu que achei que o direito era história na minha vida...

Que ironia: última vez que estive em Délhi, fui visitar a Suprema Corte como espectador. Agora volto como réu!

Ainda bem que tenho imunidades...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

215 Jor Bagh


- “Olha, eu quero um apartamento mobiliado, que não seja muito grande (espaço demais me deprime, sabe) e no qual estejam incluídos todos os serviços: internet, telefone, TV a cabo etc.”

- “Ok, sir.”

Lançamo-nos, eu e o agente, em direção às ruas da cidade. 1 mês procurando. Jor Bagh, 5 apartamentos. Nizamuddin East, 1 apartamento. Chanakyapuri, o “bairro diplomático”, 2 apartamentos. Sunder Nagar, 3 apartamentos. Golf Links, 1 apartamento. West End, 1
apartamento. Defense Colony, 1 apartamento. Vasant Vihar, 3 apartamentos. Chega.

Preços inacreditáveis: quarto e sala, 4 mil dólares; dois quartos, 5 mil dólares; 3 quartos, 6.500 dólares. Algo terá se apossado dessa gente para cobrar tanto por apartamentos velhos, repletos de vícios redibitórios, com banheiros caindo aos pedaços e, com poucas exceções, situados em áreas sem nenhum mimo. É como se o valor do aluguel fosse uma entidade autônoma, que não tivesse nada a ver com a realidade.

Não gostei de nada do que vi.

Cansado, desesperado e sem saber o que fazer, resolvi alugar o menos pior: 215 Jor Bagh. Quarto e sala com varanda; muitos vasos de planta nessa varanda. Os donos eram um casal de velhinhos sem filhos e, conseqüentemente, sem netos para paparicar. Apesar de sentir que provavelmente me tornaria o objeto dos sentimentos paternais reprimidos dos dois, segui em frente. Assinei uma carta de compromisso. Eles a puseram em seu puja* e pediram bênçãos por mim.

No dia seguinte, não queria mais. Caralho, e agora? Como dizer-lhes isso? Senti-me um canalha; daqueles que jura amor eterno à namorada para dar-lhe um pé na bunda logo depois. O pior é que achei que finalmente tinha encontrado o que queria: um quarto de hotel sofisticado num shopping. Pronto: troquei a velha de guerra por uma gostosa (que vai me custar muito mais caro, claro). Cafajeste total.

Ao telefone, o velhinho disse que tudo bem. Disse ainda que tinha gostado muito de mim e que não queria que nossa amizade terminasse por conta daquilo. Convidou-me para um chá em sua casa e desejou-me todo seu amor.

Queria morrer. O que fiz, Senhor? Sou um monstro desalmado! Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa.

Horas depois, mais aliviado, dei-me conta: nunca havia tido tanta intimidade com um contato de aluguel. Sentia-me como uma espécie de filho encomendado por Deus ao casal. Ainda bem que acabou. Não estava pronto para ter um relacionamento tão intenso com folhas de papel. E chega de drama: o velho mostrou seu lado ganancioso pedindo-me um mês de aluguel como compensação. Não sou o único monstro, after all.

*puja = altar hindú

PS: Para quem tem Google Earth, eis os links para a Embaixada do Brasil, 215 Jor Bagh e o Select City Walk, em Saket, onde provavelmente deverei morar.