sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Rap das Armas



Fecho os olhos. Mente não pára. A métáfora é inevitável: rap das armas.

Parapapapapapapapapa
Paparapaparapapara clack bum
Parapapapapapapapapa

Dizem que é só no Rio. Mas Bombaim mostrou que também faz das suas. No meio da estação de trem, a mais movimentada da Ásia, entraram com AK-47, na hora da cheia. Dispararam.

Parapapapapapapapapa
Paparapaparapapara clack bum
Parapapapapapapapapa

É, a chapa esquentou aqui na Índia. Terroristas islâmicos em dia de fúria? Onde está o Michael Douglas? Ninguém viu. Mas ele estava lá, disfarçado de mulçumano do Paquistão, atirando na massa disforme de pessoas que saía do trem. De onde vem tanta fúria para gerar um dia assim? Religião? Sei não... Tem mais cara de país islâmico com ciuminho do êxito do irmão hindu. Bobo, feio, chato!

E agora, José?


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Chororô, nhém-nhém-hein?


Descabelado, todo suado, armafanhado, óculos tortos, correndo para todos os lados meio enlouquecido, sem tempo para nada, estafado. Estados e emoções que descrevem os útlimos 60 dias da minha vida. Tudo pelo I Festival de Cultura Brasileira na Índia, produzido e organizado pela Embaixada. Eventos entre 11 de outubro a 22 de novembro. Mas o trabalho começou antes e ainda não terminou. Valha-me Deus...

Pois é, caros leitores, essa foi a razão por que fiquei tanto tempo sem dar as caras por aqui; razão que se complementa com o fato de eu ter ficado doente, hospitalizado depois do Festival (quem agüenta um ritmo desses?). Mas, passado o susto, volto à minha existência virtual. Saravá!

Foram dias de frevo, violão, piano e guitarra; dias de arte e fotografias; dias de capoeira e história. Tudo correu bem, saiu bonito, fiquei orgulhoso. Muito orgulhoso. Quero mais! Mas só ano que vem, que eu também sou filho de Deus. Axé. Se bem que ainda não acabou, é verdade. Ainda falta uma festa aí pela frente – Sushi Samba – e esse festivalzinho de cinema etnográfico. Mas depois, em compensação, é esperar 2009 deitado na rede. Uáááá (bocejo).

Bem, agora é ficar olhando o tempo passar, dedicando-me a meu novo hobby: a culinária. Ok, ok. Sei que é realmente demais chamar o que faço na cozinha de culinária. Está mais para cagada. Mas o que quero dizer é que ando me aventurando no mundo dos alimentos preparados para consumação própria. Já sei fazer arroz e purê de batatas. Tentei fazer feijão, mas não tive sorte. Acho que vou ter de comprar uma panela de pressão. Hoje preparei um “hamburguer de tofú e espinafre”, a partir de receita da internet. Está intragável.

É, antes de culinária ainda tenho muito o que aprender sobre cozinha...