sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Conflito




Não. 
Não quero.
Sincero. 

Não.
Já chega.
Me esqueça.

Quero a vida.
Não a morte.
Quero a verdade.
Não amole.

Chega de fingir.
A verdade sempre aparece.
Para que, então, me esconder?
Venha, verdade, me leve!
Me tome por inteiro, me dispa por completo;
faça-me seu para sempre, faça o serviço completo.

Pronto, toma, leva.
Não dá mesmo para fingir que não te vejo.
Mas, hipócrita, relevo. Ou melhor, tento.
Em vão, digo não. Para quê? Para nada.
Meus esforços são vazios.
Meus esforços não valem nada.

Creio-me hipócrita, vejo-me sem força ao peito.
Deito estirado, sem ânimo, na cama, meio sem jeito. 
Pronto, já era, perdi outra batalha e talvez mesmo a guerra! 
Fui subjugado por essa contradição, que domina, que impera:
fingir que nada acontece ou reconhecer, sem culpa, a merda ?

Desconcentro-me, e a decisão surge sozinha.
Entrego-me ao corolário não quisto.
E me despido, mais uma vez, da minha vida.

Nenhum comentário: